domingo, 8 de novembro de 2009

Quantos ciclones queres?

No fim da noite, trina o megafone.

Todas as estórias naquela guitarra, o rosmaninh0 no canto dos olhos.

Vozes da minha terra.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Black out

Textos, fotografias, blogs integrais, filmes, música (tanta!), e livros. Tudo se foi com o apagão do meu disco externo.

Como se faz o luto disto?

Foram-se recordações duma Áustria especial, arquivos antigos de memórias apagadas do PC comunitário. Outras tantas viagens desmaterializadas assim... Parece que um passado inteiro se me escapou. À laia dos antigos, vou viver com as memórias que agora tenho. Só não posso voltar a pintar os contornos menos nítidos que o tempo induz.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Do CCB gosto da vista, da Gulbenkian o jardim....





"No meu peito soam sinos!

Mas às vezes não me domino!
Mando todos fon fon fon
Que ele vai é ficar comigo!

SE O AMOR É FON FON FON QUE SE LIXE O ROMANTISMO!"


Ai que delícia.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O leito do rio também tem pedras

Pedra no caminho.

Quando não é só uma expressão popular, e se materializa...

...dá vontade de empilhá-la, decorá-la, enquadrá-la, reduzi-la a 2D.

Está quase...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Cholo



El Cholo Berrocal. Acompanha-me nestes dias de fritura de neurónios. E coincidência: canta o Perú.




sexta-feira, 17 de julho de 2009

Pacto




























Saggats


Trás-Os-Montes

(A sala da cinemateca cheia.)

Na dúvida entre a afirmação de um documentário e o romance que as gentes verdadeiras não sabem encarnar, preferi as cenas do tear e dos montes que se perdiam na lonjura, dos pauliteiros de miranda do douro (confesso que era o momento por que ansiava).

Claro que o rústico deveria ser evidenciado, e ficou bem vincado em muitas cenas. Mas o exagero da neve nos pratos pareceu um devaneio do realizador, que até já nos tinha presenteado com os putos que de repente acordam vestidos de medievais da corte a apanhar galhos para a fogueira. OK, percebi que não há muito que muda em 7 gerações, e que a vida lá se vai fazendo sem saber das leis que Lisboa faz. É triste, diz a certa altura, estar sujeito a regras que são feitas lá longe e não sabemos, mas a vida faz-se, dura e triste nos dias de pouco sol, incólume e pagã nos montes dos pastores de cabras e ovelhas com gritos especiais, alegre e desprendida nas botas e saias e paus dos pauliteiros.

A tradição das histórias das mães para os filhos, a curiosidade operatória dos putos que deliram nos jogos de rua, nos espigueiros e casas abandonados.

Um dia, vou lá ouvir cantar as velhinhas, e ajudá-las a levar os sacos de plástico carregados pelas escadas em pedra.